domingo, 13 de novembro de 2011

A Quinta em expansão.

    Agora é tempo da colheita da Castanha, este ano já valeu a pena a minha mobilização de familiares e amigos para colher uma pequena parte daquilo que todos os anos se perde para os animais selvagens. A castanha é a mais valia da Quinta.. no último post publiquei um gráfico que demonstra a grandeza  do Souto que ainda se encontra parcialmente abandonado (mas tudo está a mudar). Este fim de semana consegui mobilizar 15 pessoas para a apanha de castanha.

Os Soutos da Quinta:

Souto do Lagar (óptimo calibre e qualidade)
Souto das Baleiras (o que dá mais quantidade)
Souto da Cardiga (qualidade selecção)
Souto da Assentada  
Souto do Nascente 
Souto do Vale Coelho (inacessível este ano)


    A estrada que nos leva ao Souto da Cardiga está cortada devido há existência de uma mina de água, com o temporal alguns pinheiros caíram e a estrada alagou  na curva da mina, infelizmente já lá vai muito tempo que isto está assim e a Junta de freguesia nada faz, se houvesse um incêndio nem havia como passar, até mesmo um helicóptero tem dificuldade em chegar a este local, pois trata-se de um vale muito  profundo e estreito, enfim estão demasiado preocupados com a crise e não percebem que aquilo que pode mudar o nosso (entenda-se de Portugal) cenário é precisamente estimular o aparelho produtivo do país. Alias já nem falo em estimular o aparelho produtivo basta apenas que permitam que as pessoas possam trabalhar pelo país.





A pocilga 


Esta pequena pocilga já produziu muitas toneladas de carne, actualmente só tem dois habitantes.


A couve de horto está com óptimo aspecto já saíram desta horta muitas folhas para tratamento de animais meus e dos amigos, esta horta também já gerou muitos caldo verdes e outros cozidos.


Os bróculos estão também com bom aspecto.



A couve roxa está agora melhor com as chuvas.



Devido há falta de tempo o Scooby vive ainda numa casota improvisada.


O alho francês foi plantado em terreno que era pousio mas também está a evoluir favoravelmente com alfaces e couve roxa.







As Nogueiras bravas estão quase a dar madeira mas precisam ainda do corte de ramos até cerca de 3,5 da cupula (processo a executar em Janeiro). Mais um ano ou dois e dão corte.


Outras imagens da Quinta.














Ao fim do da apanha de Castanha ainda houve tempo para dar um passeio até ao miradouro da barragem.



PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS ANTI-CRISE

As assadeiras estaladas que já não podem ir ao forno dão vasos fantásticos, este tem oregãos.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Plano Mensal de Trabalhos




Este mês o principal trabalho a executar na Quinta é a apanha de castanha e azeitona.

1- Preparação da castanha para assar no forno.

2- Castanhas Assadas do Souto do Lagar.
o espaço da Quinta









sábado, 29 de outubro de 2011

Trabalhos no Celeiro Novo

DIÁRIO DA QUINTA
Hoje foi um dia intenso de trabalhos na Quinta, particularmente no Celeiro Novo. Todos os anos tínhamos um lacuna imensa no que respeita ao armazenamento de excedentes e guarnições de Inverno, este ano tudo mudou, construímos dois novos locais de armazenamento de lenhas e reforçamos a capacidade de armazenamento de excedentes e não vamos ficar por aqui...devo referir que tive uma importante ajuda na concretização destes projectos, sem os amigos e a família nada disto se teria feito...deste modo deixo publicamente o meu MUITO OBRIGADO especialmente àqueles amigos que abdicaram de um dia de praia para me ajudar . Para além das ajudas de mão de obra também recebi ajudas de matéria prima embora a Quina tenha muito Pinhal, Castanheiros e alguns Eucaliptos houve ainda um amigo que ofereceu à Quinta todo o seu Pinhal seco e atingido com o nemátodo (cerca de meio hectare)...como se não bastasse estas ajudas houve ainda outro amigo que ofereceu à Quinta o transporte do Pinhal que eu derrubei e rolei para o Celeiro Novo. Nem tenho palavras para expressar a gratidão que sinto pelo que fizeram. 



E como uma Quinta é um ecossistema complexo e  sempre a necessitar de manutenção o dia chegou ainda para a sacha das alfaces, couves roxas, alho francês e brócolos.

A MINHA VARANDA AGRÍCOLA.

Hoje é também a inauguração de uma nova rubrica, na Quinta tenho algumas varandas tradicionais e convencionais, apenas uma reúne as condições essenciais para a existência de uma espécie de jardim-horta (permitam-me a expressão). No entanto este tema que vou explorar pretende apenas encorajar aqueles que colocam umas plantas artificiais  na sua varanda a converterem a sua varanda num jardim-horta que represente um alivio na carga financeira de quem depende absolutamente do hipermercado para sobreviver. 

Algumas condições fundamentais para uma varanda agrícola.
1- Ter luz solar.
2-Se possível orientada a nascente.
3-Pelo menos 2m2 de área.


Varandas de sonho 






 Esta é a minha favorita note que as ervas aromáticas se encontram sempre frescas numa pequena horta vertical por cima do Lava-louça.


Algumas ervas aromáticas que podem ser cultivadas no nosso Jardim-Horta:
1-Serpão,
2-Hortelã,
3-Coentros,
4-Salsa,
5-Oregãos,
6-Rosmaninho,
7-Louro,
8-Arruda,
9-Alecrim,
10-Arnica,
11-Funcho,
12-Erva cidreira,
13-Camomila,
14-Alfazema,
15-etc.

Se conhecer mais alguma erva aromática que possa ser cultivada em varanda por favor acrescente o seu contributo a este blog...deixe  um comentário.




domingo, 23 de outubro de 2011

ESTATÍSTICAS DO BLOG vs REESTRUTURAÇÃO

Caro leitor dos EUA a TAIWAN muito obrigado por visitarem e lerem este blog.
Tendo em conta que sou um pequeno amador e isto é apenas o inicio da longa recuperação de anos de inércia agro-pecuária na Quinta estou satisfeito com os resultados do blog.  O blog não é uma exposição do meu EU, é antes um registo das actividades e tarefas que vou desenvolvendo na Quinta, é também um compromisso com o leitor; pois conheço muitos proprietários de terras que não desenvolvem actividades agrícolas por falta de conhecimentos no sector; pretende ser também um local de partilha e discussão de matérias agro-pecuárias no sentido da partilha e entreajuda.
O blog existe desde 16 de Julho de 2011 como sabem.



É tempo de reestruturar o blog, descontinuar temas menos interessantes e afinar temas com maior interesse para o leitor. Como é possível verificar o leitor do Diário da minha Quinta explora sobretudo o post MAPA DE SEMENTEIRAS.
No entanto lamento a ausência de comentários que acrescentem conhecimento e discussão ao blog.
Em conversa com alguns leitores percebo também uma enorme vontade de produção agrícola em apartamentos, deste modo vou inaugurar um novo tópico relacionado com o tema.


RUBRICAS QUE VOU MANTER:

Bloco de notas da quinta.


Plano Mensal de Trabalhos


BLOGS RECOMENDADOS:

RUBRICAS QUE VOU DESCONTINUAR:

TRABALHOS EXECUTADOS NA QUINTA (RESUMO DIÁRIO)

 NOVAS RUBRICAS :

MAPA DE SEMENTEIRAS


TÉCNICAS AGRÍCOLAS

DIÁRIO DA QUINTA

A MINHA VARANDA AGRÍCOLA.


PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS ANTI-CRISE.



sábado, 15 de outubro de 2011

SURPRESA NA QUINTA

Já há muito que avisto Ouriços Cacheiros na Quinta; já cheguei mesmo a criá-los á cerca de 6 anos (tinha-os na propriedade para afugentar outros roedores); no entanto nunca tinha encontrado em estado selvagem um Ouriço tão pequeno a vaguear em busca de comida; neste momento já conheço os locais de habitação e hibernação desta família de Ouriços....já agora quero dar o mérito a quem o merece: quem localizou esta beleza da natureza foi a minha cadela Kika (outra beleza natural) com o seu faro apurado.




Se fosse numa zona montanhosa este pequeno Ouriço devia ser retirado da natureza para poder sobreviver, no entanto nas zonas amenas de Coimbra eles conseguem sobreviver ao período de hibernação mesmo tendo menos de 500g; assim sendo devolvi-o ao seu habitat natural.



Esta é a progenitora e anda-me a roubar o tomate cereja e outros legumes mas em troca afugenta ratos e toupeiras com o seu odor por isso fico muito grato a esta familía de Ouriços e até adiei uma obra que pretendo fazer no sentido de poupar a sua hibernação... felizmente na noite de 15-11 descobri que eles tem várias tocas possíveis para hibernarem e assim fico mais tranquilo.





Bloco de notas da quinta:

 ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO
Em Portugal é considerada uma espécie não ameaçada. Está incluída no Anexo III da Convenção de Berna, onde se incluem as espécies em menor risco (subcategoria - menor preocupação).
Apesar de não ser a presa principal de nenhum predador, e da sua cobertura espinhosa ser um forte dissuasor de qualquer ataque, há todavia alguns factores de ameaça para este insectívoro. O ouriço é por vezes capturado por raposas, mochos e corujas, águias e toirões. O texugo, devido às suas fortes e compridas garras, tem alguma facilidade em penetrar na cobertura espinhosa, capturando assim alguns ouriços, principalmente os mais jovens. Outra causa importante de mortalidade para a espécie são os atropelamentos (a maioria de nós já viu um ouriço morto na beira da estrada), principalmente durante o Verão, quando os animais estão mais activos. Os pesticidas utilizados na agricultura afectam espécies de que o ouriço se alimenta e são também responsáveis por alguma contaminação directa. Para os animais que habitam os nossos jardins, o uso de máquinas de cortar relva e alguns tipos de lixo podem, igualmente, causar a morte a alguns indivíduos.
HIBERNAÇÃO
Quando o alimento escasseia, e a descida da temperatura torna incomportável a manutenção da temperatura do corpo, o ouriço hiberna. No nosso país só o fazem os animais que vivem em zonas de maior altitude, de clima marcadamente continental. Como já foi referido, antes de hibernar, os animais terão que engordar para ter energia suficiente para o período de hibernação, durante o qual ocorrem uma série de alterações: os indivíduos ficam frios ao toque, tendo a sua temperatura diminuído de 35ºC para 9ºC; ficam imóveis; a respiração pára durante longos períodos de tempo (respiram 1 a 10 vezes por minuto); o ritmo cardíaco passa de 190 para 20 batimentos por minuto; o funcionamento dos órgãos internos é reduzido de modo a poupar energia. Estando mais vulnerável a predadores enquanto hiberna, o ouriço escolhe cuidadosamente o local para o fazer, construindo um ninho em buracos, em troncos de árvores, no solo ou em rochas. Os abrigos fornecidos pelas construções humanas são também do agrado da espécie.